Reflexões e Provocações - Blog do Professor Henrique Branco

Professor de geografia em Belém do Pará. Especialista em geografia da Amazônia: Sociedade e gestão dos recursos naturais. Militante socialista, em busca de um mundo mais justo e menos desigual. Email para contato: henriquembranco@gmail.com

31

de
agosto

Mudança de endereço

A vida é cheia de ciclos. Alguns terminam rápidos, outros demoram mais, mas terminam também. Da mesma forma este blog que durou quatros anos, encerra suas atividades. Foram 485 posts (incluindo este, o último), centenas de comentários dos leitores, muitos concordando, outros indo de encontro ao texto, mas todos respeitosos e de grande importância ao crescimento deste que vos escreve.

Criei este blog de forma meio descompromissada, sem grandes pretensões, mas pela simples vontade em escrever e descarregar minhas reflexões e provocações no blog, compartilhando-as com os meus leitores, muitos destes, no início, restritos aos amigos mais próximos, mas logo o blog iria alcançar vôos maiores.

Nesses anos foram mais de 20 mil acessos, cinco mil por primavera… Mais de 400 por mês, média de 13 por dia. A partir de hoje finalizo suas atividades e atualizações. Irei mantê-lo no ar apenas para consulta e reconhecimento de meus trabalhos. Migro minhas reflexões e provocações para um novo endereço. Criei um blogspot, um blog da Google, o melhor da categoria.

Meu objetivo, a partir de agora, é profissionalizar minhas ações, pelas ferramentas que tenho à disposição, irei exercer no novo endereço, com plenitude minhas incursões dialéticas. Aviso aos leitores que a proposta continua a mesma: discutir política, economia, educação, Amazônia e assuntos relevantes e de interesse geral.

Convido a todos a conhecer e continuar acompanhando minhas reflexões e provocações em novo blog, que mudará na embalagem (muito mais apresentável), mas a essência continua sendo o mesmo. Então fica combinado, nos encontramos por lá. 

Clique no link abaixo para acessar o novo blog do professor Henrique Branco.

 

 

http://www.henriquembranco.blogspot.com

 

 

 

19

de
janeiro

A atrocidade legitimada

 

Desde quando começaram os ataques entre judeus e palestinos na Faixa de Gaza, não havia me posicionado sobre o conflito. Não por uma questão de descompromisso com a problemática, ou pela falta de argumentos sobre o conflito. Minha ausência se fez presente, pelo fato de esperar maiores desdobramentos e não falar obviedades sobre mais esta guerra.

 

A revista Veja (edição 2095 – 14 de janeiro de 2009), de forma costumeira e sempre parcial bordou em sua coluna internacional o conflito entre árabes e judeus na Faixa de Gaza. A reportagem da revista semanal – de forma explicita – condenou os ataques a Israel e de forma sensacionalista vitimou o país judeu.

 

Não me cabe e nem tenho esse direito de defender os palestinos, sobretudo, o grupo extremista Hamas, na qual suas atitudes terroristas são reprováveis. Minha preocupação é com o processo de vitimização de ambos neste processo.

 

Da mesma forma que a revista Veja defende o ataque israelense a Faixa de Gaza, outras mídias partem a favor dos palestinos. Neste sentido, nós leitores, escolhemos o time que iremos torcer!

 

De forma mais critica e descompromissada em defender os dois lados, o que precisa de fato ser afirmado é a extrema desproporcionalidade utilizada por Israel frente ao território palestino. A fúria dos israelenses contra os civis daquele lugar foi algo impressionante e que chocou o mundo. A comunidade internacional ficou abismada pela forma de como o exercito daquele país judeu reagiu as “bombinhas” atiradas pelo Hamas. E a ONU como fica nesta história? De novo desmoralizada?

 

A ONU só age com certa rispidez e até rapidez, quando os interesses americanos não estão na mesa de negociação. O futuro das Nações Unidas é uma interrogação! Ou a entidade democratiza-se, buscando redefinir seu papel perante o mundo, ou será uma entidade desacreditada, de pouca ou nenhuma voz.

 

O ataque israelense a cidade de Gaza é sem dúvida uma ação de terrorismo de Estado, não só por ser proporcionando por uma dos exércitos mais bem equipados do mundo, mas também, por ali se concentrar uma das maiores densidades populacionais do mundo. Na faixa de Gaza que territorialmente ocupa uma área de 360km², onde estão situadas mais de 1.428,757 pessoas. Qualquer ataque nessa região vitimaria milhares de pessoas, que não tem culpa das atrocidades cometidas por grupos ou Estado, ambos de sentido terroristas. 

 

A ofensiva a Gaza não se resume a questão de soberania do Estado judeu, mas também a interesses políticos de Israel, que em fevereiro viverá eleições. Essa resposta por parte de Israel até poderá garantir interesses internos de alguns, mas poderá criar um clima de repúdio mundial contra os judeus. O país judeu se fortalece internamente e perante seus hostis vizinhos e de quebra tornara-se uma nação isolada do resto do mundo.

 

Outro revés que Israel poderá está fomentando é a articulação de seus vizinhos para sufocá-lo, de forma estratégica e até geográfica. A hostilidade contra Israel aumenta a cada dia, sendo construída por décadas, desde a sua ação expansionista após ser fundado pela ONU em 1948. Neste sentido, os israelense que até então não tinham pátria, nascem como Estado-nação com apetite por busca de conquistar territórios, visando ampliar sua força na região.

 

Esse conflito entre Israel e os palestinos na Faixa de Gaza é só o inicio de um grande período de incertezas e tensões entre os grupos rivais na região, podendo fazer surgir novos atores no processo.

12

de
janeiro

A violência em Belém

Vivemos em nossa cidade uma crise de violência urbana sem precedentes. Essa mesma crise está gerando uma outra crise: de ordem institucional no atual governo do Estado do Pará, órgão responsável pelo combate direto ao problema.

 

Diferentemente do que afirmou o ex-governador, do estado do Pará, Almir Gabriel, não há uma “sensação de insegurança”, verdadeiramente há violência em todas as suas faces de ordem generalizada em nossa querida Belém, que, diga-se de passagem,

completou 393 anos sem ter muito que comemorar. Não há “sensação de insegurança”, há uma violência de ordem psicológica que nós assola e que seus efeitos poderão ser sentidos não agora, mais depois, e de forma perversa.

 

A violência que atinge a sociedade belenense não é nenhuma novidade, ela sempre esteve a combalir suas vítimas. O estardalhaço agora se faz, pelo fato, de que a violência – que antes era mais latente em classes sociais desfavorecidas – adentrou a elite de nossa cidade. Está vitimando pessoas que até então estavam “blindadas” a ela. A morte do médico, Salvador e de Marcelo, procurador da Prefeitura de Belém, foram o estopim para deflagrar um movimento contra a onda de violência que verdadeiramente assola Belém.

 

A questão central é: Por que só agora com a morte de pessoas que são notórias em nossa cidade é que a mídia e o governo realmente resolveram entrar de forma mais incisiva na questão? Será que as diversas mortes que ocorrem aos cidadãos comuns nas periferias “iraquianas” de nossa Belém não são igualmente importantes? Para responder essas questões é que não abracei diretamente a movimentação contra a violência, dirigida por nossa elite paraense que agora se sente acuada, perplexa com a ação da violência entre seus pares. Seus carros – muitos destes blindados – já não dão conta de deter à violência, assim como seus condomínios fechados já não são páreos para a crise que está nas ruas e em todos os lugares. A “bolha” na qual a elite se escondia estourou!

 

A questão da violência é na verdade um fim. Não é o começo e nem o meio do processo, suas causas se dão por inúmeras falências, entre as principais estão: a família, a deficiência do Estado – este como ente responsável em garantir a ordem – e, um sistema de produção capitalista que já não garante minimamente condições de sobrevivência para todos, o que potencializa a produção das diversas violências.

 

Podemos explicar a violência em nossa cidade por diversas teses. A questão econômica é uma delas. Belém é uma capital que depende quase que exclusivamente do setor terciário, ou seja, o setor de serviços é responsável por uma porcentagem considerável de nossa economia. Não temos um pólo industrial - se temos, [já que alguns podem não concordar], ele só serve para receber incentivos do governo não gerando uma quantidade considerável de empregos - que consiga contrabalancear essa dependência. Na questão, o que é pior, é que nosso setor de serviços não garante abarcar toda mão-de-obra disponível. Nosso setor informal já chega perto dos 40%, o que por si só é preocupante. Essa informalidade toda é um atrativo para a delinqüência.  

 

Uma outra questão que pode explicar os altos índices de violência na capital paraense é a deficiência gerencial por parte daquele que tem a responsabilidade de garantir a ordem, ou seja, o Estado. A deficiência é de gestão na área de segurança pública. Por mais de 12 anos o governo estadual não enfrentou a situação de frente. Os anos foram passando e o que se observou foi um sucateamento na área, além da deficiência de pessoal para prestar um serviço de mínima qualidade para a população. O que vemos agora é o resultado de mais de uma década de descaso com a segurança pública de nosso Estado.  

 

Particularmente em Belém, que padece da falta de policias para combater o crime, os programas sociais que eram operacionalizados por outras administrações municipais na capital foram abandonados o que direcionou esses jovens – já em risco social eminente – para a delinqüência. Programas, tais como: Escola Circo e Sementes do Amanhã, que eram responsáveis em tirar milhares de crianças das ruas e da-lhes outro sentido para suas vidas. Esses mesmos menores é que estão nas ruas assaltando, roubando e matando. Não só médicos e procuradores, mas também pessoas assim como eu e você, cidadãos comuns!

 

22

de
julho

A questão agrária no Brasil II

 

Antes da implementação da Lei de Terras (1850), O Brasil viveu um período (28 anos) de regimento de posses. Essa forma jurídica leva o país a um período de ocupação desordenada do território. Houve uma verdadeira corrida por terras, na maioria dos casos por individuos ricos, que desejavam acumular terras e propriedades.

A Lei de Terras, veio justamente disciplinar em situação desordenada. Contudo, essa lei beneficiou mais o latifundio, restringindo o acesso as terras.O processo centralizador de posse de terras no Brasil só aumentou na virada do século XIX, fomentado pelo poder econômico e político no Brasil.

A luta pela reforma agrária, tornou-se mais acirrada como a politização dos movimentos sociais do campo, com a clara possibilidade de implementação da reforma preoconizada com a chegada de Jango ao poder em 1962. Com a chegada dos militares ao poder em 1964 – com apoio das classes dominantes, neste caso os latifundiários – essa reforma foi sufocada e anulada.

Neste momento no Brasil instaurou-se o regime militar, a ditadura centra suas ações – relacionadas ao campo – em projetos de desenvolvimento, em especial na Amazônia, através dos planos agropecuários e de ocupação. Esta era a visão dos militares com relação ao modelo de reforma agrária.

Neste contexto que surge a primeira lei de Reforma Agrária no Brasil, o Estatuto da Terra em 1964. O referido estatuto serviu apenas como estrumento estrátegico para conter as lutas sociais e para desarticular os conflitos pré-existentes. Sendo uma ferramente importante para a “segurança nacional” proposta pelos militares.

Neste sentido, os governos militares (1964 – 1985) de certo modo – através das políticas públicas para a região, como os PDA´s (Plano de Desenvolvimento da Amazônia) – agravaram os problemas agrários na Amazônia.

As lutas no campo sempre existiram, a partir desse momento esses movimentos começaram a se organizar. Nessa ótica, nasce o MST (Movimento dos Sem Terra). Esses movimentos estavam contidos no período didatorial, com o processo de redemocratização do país, os movimentos sociais tomam força e se organizam em busca da ampliação de seus direitos.

8

de
janeiro

A segunda derrota Chavista

 

Após ter o seu projeto de reforma constitucional rejeitada pela população no plebiscito, Chávez buscou reergue-se moralmente tratando pessoalmente da libertação dos reféns da Farc (Forças Revolucionárias da Colômbia).
Fracassou pela segunda vez. O presidente venezuelano viu o seu plano de resgate ir por água abaixo na prática. Os revolucionários colombianos não cumpriram o acordo, e não entregaram os reféns.

Primeiramente Chávez iniciou o processo de libertação, depois se desentendeu com o presidente colombiano Álvaro Uribe, sendo desautorizado pelo mesmo a negociar. Com a pressão internacional aumentando para dar um fim a libertação dos reféns, e a própria inércia do governo da Colômbia, Chávez retorna como o negociador.

A organização pará-militar foi fundada em 1964, no auge da intervenção americana no continente. Surgiu sendo um braço armado do Prtido Comunista colombiao. Dados não oficiais apontam que a FARC conta com cerca de doze a dezoito mil membros. Desse montante, 20 a 30% tem menos de dezoito anos de idade. Os revolucionários dominam cerca de 40% do território colombiano.

Com um alto teor ideológico, a FARC é considerada uma organização político-militar de cunho marxista-leninista, com aspirações bolivarianas. Visa representar a população rural contra as classes dominantes.

O grupo se aproxima dos grandes centros urbanos, mais a intensa repressão do governo Uribe financiado pelo Plano Colômbia (implantado pelos E.U.A), que na teoria visa combater o narcotráfico, afastou o movimento para as áreas de selva do país. Pela proximidade ideológica com Hugo Chávez, os revolucionários permitiram negociar as libertações dos reféns. Pena que Chávez perdeu pela segunda vez.

8

de
janeiro

Ninguém merece

 

Começa mais uma edição do Big Brother Brasil, mais conhecido como BBB. Já é a oitava de infinitas séries. O pior é que o besterol nós acompanhará à noite pelos próximos três meses. A forma de como foi concebida a idéia e o formato do programa é interessante, o que estraga é o modelo puramente comercial da Rede Globo.

Pouca gente sabe, mais a funcionalidade do BBB surgiu de alguns médicos holandeses que necessitavam estudar melhor seus pacientes. Para isso, criaram uma casa de vidro, e ficaram observando suas "cobaias". A idéia fez sucesso, a produtora Endemol comprou os direitos e formatou a experiência para a televisão. Feito isso, exportou para o mundo inteiro o programa. Para o nosso azar veio parar no Brasil.

A Rede Globo perdeu o intuito do programa (mesmo aos moldes televisíveis), e o transformou em lixo. Preencherá a grade de programação pelos próximos três meses. É incrível como a nossa televisão de canal aberto é relativamente uma porcaria. Hoje, as emissoras para preencher a programação, ou vendem para as igrejas seus horários ou veiculam porcarias.

Ainda bem, para a minha sorte, renovei o contrato da TV a cabo. Pelo menos o sofrimento é menor.

2

de
janeiro

A dança das cadeiras

 

Após completar um ano do governo Ana Júlia, começa a dança das cadeiras, por conta do troca-troca dos secretários do governo. Ano eleitoral chegando… Além de algumas indisposições… Mais isso é perfeitamente normal em um governo democrático.

Na área de segurança pública, saí Vera Tavares e assumi Geraldo Araújo, delegado da Polícia Federal. Lembrando que essa área foi bombardeada pelos incidentes do "caso Abaetetuba". A governadora, afirma que a saída da secretária de nada tem haver com o ocorrido, será?

Na SEDUC, saí o respeitado professor Mário Cardoso e assumi Iracy Gallo (UFPA). O articulista não conhece o trabalho da nova secretária, não podendo assim, emitir comentários. Confesso que fiquei decepcionado com a saída de Cardoso. Reprovo atitudes como a do secretário em qualquer circunstancia, ainda mais se tratando de educação. Sempre prezo pelo início e término de mandatos, na qual são escolhidos, no meu entender pelo conhecimento e competência.

A SEDUC é a maior secretária do Estado, e por conta disso reúne todos os problemas em uma gestão administrativa. A nova secretária terá que começar um trabalho, e que naturalmente levará alguns meses até engrenar, haja vista a complexidade do cargo.

Mário Cardoso saiu para lançar-se como pré-candidato a Prefeitura de Belém. Segundo pesquisas, ele é o nome mais cotado dentro dos quadros do PT.

Já prevendo uma debandada, a governadora solicitou a todos os secretários que almejam cargos nas próximas eleições a entregarem seus cargos até a segunda semana do mês de Janeiro. No plano federal, o presidente Lula enfrentará o mesmo problema. Vários ministros já externaram suas pré-candidaturas a diversas prefeituras no Brasil. A democracia tem seus males….

 

17

de
dezembro

Raio X do atraso XI

 

No início de 1987 o processo inflacionário atingiu taxas mensais recordes de até 27,5%, somado no semestre, o índice batia a casa dos 186%. Para frear essa situação, o governo lança o Plano Bresser, que seria uma nova roupagem do Plano Cruzado, incluindo uma maior flexibilização dos preços e dos salários, além de conter os gastos públicos.

De prático, o plano provocou, no início, um declínio na taxa de inflação que atingia índices insuportáveis de 63%. No cambio, a principal mudança foi, desvalorizar a moeda para favorecer as exportações. Pura medida para o governo fazer caixa. O Plano Bresser foi de pouca duração, pois, faltou apoio político para continuar as reformas. Outro fator foi o próprio desgaste de anos de controle dos preços e de salários.

No ano seguinte um novo plano é lançado, batizado de Plano verão. Em 1988, a liberação dos preços e um esforço do governo para conter o déficit público. Com a liberação dos reajustes aos produtos, aumentos sucessivos reacenderam à inflação, chegando a índices jamais visto.

Cria-se nesse momento, a moeda corrente Cruzeiro Novo, substituindo o Cruzado sem os últimos três zeros. Medida está puramente artificial, cortando valores, procurando assim uma valorização monetária. Os preços caíram até a metade do ano seguinte (1989), voltando a subir continuamente. Para frear essa nova subida dos preços, o governo usa da ferramenta de aumentar a taxa de juros.

De modo geral os anos 80 caracterizaram-se pela instabilidade da economia brasileira, que apresentou em linhas gerais, um quadro recessivo com pequenos surtos de recuperação.

28

de
novembro

A superficidade do PAN

 

Os aparelhos, ou melhor, a infra-estrutura construída para os jogos Panamericanos foi questionada a sua verdadeira utilidade após o término do evento. O medo desses equipamentos se tornarem "elefantes brancos" torna-se, agora uma realidade. O governo federal se utilizou da prerrogativa da parceria do público-privado, para manter a funcionalidade desses equipamentos.

Todos nós sabemos que o privado só inverte o seu capital no setor público, se esse garantir o lucro, ou alguma forma de rentabilidade, o resto é blá-blá-blá. Falo isso, porque, por exemplo, a estação de tratamento de dejetos, construída às pressas para os jogos, deixou de funcionar assim que a competição terminou. Isto é, a estação de tratamento foi feita para os olfatos estrangeiros, e não para os nossos.

Os ginásios construídos, os centros de treinamentos o estádio, estão funcionando meia-boca. Serve para algo, mas passam a maioria do tempo fechados, ou pouco utilizados. Isso se torna altamente oneroso aos cofres públicos. Penso que o esporte tem de ter uma função social, se não tiver perdem o real sentido e funcionalidade.

Com todos esses exemplos, podemos projetar a Copa do Mundo de 2014 em nosso país. A única diferença entre o Pan-2007 e a Copa-2014, é porque aqui é a terra do futebol. Nossas craques brotam do chão. Gosto de uma charge que vi no jornal Diário do Pará, que lançou logo após a figurante cerimônia da escolha do Brasil. A charge mostrava uma família pobre paraense sorrindo para uma foto do torneio, escondendo um prato de comida vazio. Isso mostra a verdadeira funcionalidade da realização da Copa do Mundo em nosso país.

Muitos falam que o Brasil será entorpecido pelos próximos sete anos. Nosso país respirará, falará, pensará o tempo todo o campeonato. Serão sete longos anos de ópio. Enquanto isso, Brasília agradece a atenção dispensada.

21

de
outubro

Um santo as avessas!!!

 

Dando uma pausa sobre a série de publicações sobre a história da economia brasileira, resolvir publicar outro assunto, para volta à análise na próxima.

Lendo curiosidades no mundo da Internet (neste caso chega a ser uma bizarrice), li uma das maiores imbecilidades da qual já tive notícia. A reportagem mostrou a propaganda de uma religião: A igreja Maradoniana. Isso mesmo, não é devaneio do articulista. Ao ler, podemos fazer referência ao craque Diego Maradona.

A adoração dos argentinos por maradona é tão grande que foi fundada uma igreja com o seu nome. Não é algo regional ou localizado, restrito apenas ao território argentino, no mundo são mais de 40 mil fiéis espalhados por 50 países.

Parece idiotice, mas o "maradonismo" tem a sua própria doutrina. Desprende-se das datas cristãs, como o nascimento de cristo. O natal para a igreja futebolistica é no dia do nascimento de Dieguito. A Páscoa é celebrada no dia 22 de Julho, quando o ex-atacante marcou o gol histórico intitulado "mão de Deus" contra a seleção inglesa, na copa de 1986 realizada no México. O referido gol é considerado um "milagre" pelos seguidores da religião, uma "mão divina". Adivinhem um outro milagre? O gol contra a mesma Inglaterra, na qual o nosso "ser" celestial dribla meio-time e marca um dos gols mais bonitos da história das Copas.

A criatividade humana em prol da pura e absoluta imbecilidade parece não ter fim. A religião maradoniana tem seus "santos" e demônios". O maior jogador de todos os tempos: Pelé, é considerado um santo. Nada além disso. Já João Havelange e Joseph Blatter (respectivamente o ex e o atual presidente da FIFA) são considerados demônios….. pelos seguidores de Maradona (escrever este artigo foi um dos momentos mais hilários que tive na frente do computador).

Como toda religião que se preze, os maradonistas tem até o seu próprio "Pai Nosso":
               " Diego nosso que estás na terra, santificada seja a tua canhota
                Venha a nós a tua magia, para podermos recordar os teus gols,
                                               tanto na terra quanto no céu.
                     Dê-nos uma alegria neste dia e perdoais os jornalistas,

                               assim como nós perdoamos à máfia napolitana.
                  Não nós deixe profanar a bola, e livrai-nos do Havelange. Diego".

Lembrando que no vocabulário dessa religião, a palavra amém é substituída por Diego. O maradonismo, reúne ainda os dez mandamentos (aos moldes do catolicismo).

Resolvir publicar esse cômico fato, para mostrar a que ponto chega a idolatria e a imbecilidade humana. Elevar alguém a algo divino já é fato de intenso questionamento, ainda mais se tratando de Maradona (que não há de servir de exemplo para ninguém) é algo impensado. Inauguramos uma nova modalidade celestial: a dos santos drogados, trapaceiros, arrogantes, preguiçosos, oportunistas, além de mentirosos. Amém…Ou melhor, Diego!!!!

13

de
agosto

Uma vez Flamengo….sempre Flamengo….

 

Seguindo à sugestão de um amigo flamenguista (Dennis) que é fanático. Pediu a mim, que escreve-se sobre o seu time. Engraçado, nunca escrevi nada sobre o Flamengo, nunca escrevi nem sobre o meu…..Mas adorei, encarei como um desafio.

 

Ufa! Até que fim, o rubro-negro iniciou a sua jornada de trabalho mais traquilo. O Flamengo vençeu, mostrou garra e por que não? Uma pitada de sorte, esta mesma sorte que talvez tenha lhe faltado em outros jogos. A verdade é que, me desculpe os flamenguistas - o time não rende o suficiente para dar alegrias aos seus torcedores e honrar o título de maior clube do país.

 

A nação rubro-negra é composta por nada menos do que 100 milhões de torcedores, isso dá uma proporção de 1/3. De cada três torcedores no país, um é flamenguista. A pelo menos cinco anos, é essa tormenta coletiva, uma aflição de 100 milhões de corações. O time luta não pelos títulos, que já transbordaram nas suas imensas salas de troféus, mas pra não cair para a 2° divisão.

 

Apesar de não ter nenhuma afinidade emocional, ou algo que me ligue ao Flamengo, torço para que a agremiação rubro-negra não caia para o descenso vergonhoso. É triste ver, um clube da magnitude do Flamengo está brigando pelos últimos lugares, em uma crise dentro e fora de campo. O sofrimento de "dentro" é explícito, escancarado, está nos jornais pra todo mundo ver e ler. Já o sofrimento de "fora" é silencioso, menos midialístico e pior. Pior porque afunda o clube.

 

Atolado em dívidas, que só as trabalhistas somam 100 milhões de reais. hoje o time não faz nem sombra aquela máquina dos anos 80 e início dos 90. Na época de Zico, Andrade, Júnior….Que encantaram e contribuiram para o crescimento da massa rubro-negra.

 

Mas falando da vitória, o time precisava dela, tá certo que foi contra o Náutico, mas valeu para dar moral ao time. Afastado a mais de dois meses do Maracanã, que por conscidência ou não, trouxe à vitória ao time. Parece que há um lado místico nisso, os dois se completam. Não é a toa que tirando o título mundial, os outros sempre foram no Maraca. Torço para que o time se encontre no campeonato e, de tabela deixe o meu amigo cada dia mais feliz. 

 

13

de
junho

O desprestigio canarinho…

 

Já se foi o tempo em que jogar ou servir à seleção brasileira de futebol era algo esplendoroso. Disse bem; era! A seleção canarinha está abnegada, desacreditada, desinteressante, ao ponto de alguns jogadores se auto-dispensar.

 

Muitos craques como: Ronaldo (fenômeno), Romário, já selecionava suas próprias atuações. Nos tempos atuais temos: Kaká, Ronaldinho Gaúcho (este sendo revelado para o mundo pela referida competição), Adriano (imperador) que reclama de "dores" no joelho. A mais recente de todas é a dispensa de Zé Roberto, apontado como o melhor jogador em território brasileiro no momento. Eu até entendo o Zé, o cara tá jogando muito, tá podendo!

 

Tudo bem que a Copa América não é o sonho de qualquer jogador, mas pedir pra não jogar é o fim da picada. A mídia em ocasiões como esta, sempre relaciona os craques do passado e, seus amores e orgulho de vestir a amarelinha, algo raro nos dias atuais.

 

A mercantilização do mundo da bola, a pressão dos clubes, os contratos milionários, aliado a ambientes de extrema pressão, acabam por influenciar nas decisões dos jogadores. Entre se afastar dos clubes e servir a seleção em uma Copa América, muitos optam pela promeira opção. É evidente que não podemos generalizar, muitos atletas sonham em disputar pelo menos um amistoso e, esperam ansiosamente por uma convocação para a seleção. Pelo menos enquanto suas contas bancárias não chegarem nos milhões de doláres ou euros.

 

Talvez se Pelé, ganha-se o que se  paga hoje à Ronaldinho Gaúcho e companhia, não estivesse se tornado o rei do futebol. Ainda bem!!!

 

6

de
junho

O grande encontro!!!!

 

O G-8 (grupo dos setes países mais ricos do mundo e a Rússia), que estão reunidos na cidade alemã de Heiligendamn, famosa por ser um grande balneário. Local bem sugestivo para um encontro dessa natureza.

 

A reunião terá como pauta: a nova crise entre Estados Unidos e a Rússia, por conta da instalação por parte dos americanos de antimísseis na República Tcheca e na Polônia. Vale apena lembrar que essas são ex-repúblicas soviéticas no período da Guerra-Fria.

 

O clima também irá fazer parte das discurssões, mas especificamente o tão falado "aquecimento global". Ai, neste ponto está o entrave da reunião, já que a Alemanha apresentará em nome de toda a Europa uma nova política ambiental, algo que os americanos rejeitam à todo o custo.

 

O Brasil se fará representado na figura do nosso presidente. Lula parcitipará do encontro na condição de ouvinte e, irá apresentar a pesquisa e o enorme avanço brasileiro no que diz respeito a energias renováveis como o Etanol, e o Biodiesel. O nosso presidente irá "vender" a energia brasileira no encontro, assim como a sua aplicabilidade na redução de emissão de gases poluentes ao meio ambientee aredução do efeito estufa no planeta.

 

Como sempre os grupos anti-globalização dão o tom, grandes protestos e passiatas aconteceram concomitantemente ao encontro, mudando a rotina do lugar. De novo nada, só os mesmos temas, debates, problemáticas, sem de fato apresentar resultados. O mundo aguarda o término do encontro sem grandes surpresas e expectativas… enfim a vida continua!!! 

 

21

de
maio

Por outros 1.000….

 

Finalmente Romário terminou à sua saga pessoal em busca pelo milésimo gol. Foram mais de dois meses de espera, quatro jogos para que o gol chega-se. A saga do baixinho pela glória pessoal, a consagração profissional comoveu o Brasil, todos aguardavam apreensivos o bendito gol. Finalmente ele veio. Ufa!.

 

A festa foi bonita! Plateia com mais de 25 mil espectadores, toda a empresa esportiva reunida, direito à volta olimpíca, homebagem da família, etc. Meus parabéns ao baixinho, afinal não é todo jogador que chega a essa marca. Sinceramente torci pelo milésimo gol chegasse o quanto antes, não aguentava tanta mobilizaçãoe cochixo do dia-a-dia.

 

Não entrando no mérito do milésimo gol, que tornou Romário o segundo atleta de futebol a ultrapassar a barreira dos 1.000 gos, ficando atrás apenas de Pelé. O que me entristese é a falta de verdadeiras prioridades no Brasil. Prioridades estas, que tenham uma verdadeira "utilidade" ao país. Romário poderá fazer outros mil, quem sabe chegar aos  três mil que de nada mudará o cotidiano da sociedade brasileira.

 

Preferia outras sagas pelo milésimo ocupando as manchetes da mídia e a atenção nacional. Por exemplo se governadores, prefeitos tivessem assim como Romário à obseção pelo milésimo: a Milésima escola construida ou reformada, o emprego de número 1.000, o milésimo infrator recuperado, o hospital de número 1.000 e etc´s milésimos em prol da sociedade.

 

Enquanto o Brasil dispensa à atenção a esse tipo de milésimo, vamos vivendo e esperando, torcendo e desviando de balas perdidas e outros embrolíos do dia-a-dia….

 

 

10

de
maio

O reino de Deus!!!!

 

Desembarcou no Brasil o madatário de umas das mais poderosas instituições do mundo: a Igreja Católica. Bento XVI está fazendo uma das viagens mais longas desde que assumiu o papado.

 

Sua vinda ao Brasil não é atoa, pois somos o maior país católico do mundo, e o continente americano, em especial à América Latina que tem a maior quantidade de fiéis do planeta. Bento XVI, calonizará Frei Galvão, tornando este o primeiro santo genuinamente brasileiro. Aliado a isso, o papa e a igreja estão preocupados com a continuá perda de fiés para outras religiões, em especial para as igrejas evangélicas.

 

O Brasil conta com um "rebanho" católico de mais de 100 milhões de cabeças, por isso o interesse e a preocupação do Vaticano. Outro fato relevante é, a preocupação de torna Bento XVI popular, tão quanto o seu antecessor: João Paulo II. O atual papa é rotulado de "conservador" e a igreja tenta torná-lo mais carismático.

 

Sem falar que alguns dos dogmas católicos estão caindo por terra, tornando-se impraticáveis na sociedade. Recentemente o México, país assim como o Brasil contando com milhões de católicos, aprovou uma lei, legalizando o aborto. O tema está sendo muito debatido atualmente em nosso país, daí a preocupação da alta cúpula do Vaticano.

 

A Igreja Católica sabe que vive uma crise de identidade, por conta da sua pregação não ser praticada pela grande maioria dos seus fiéis. A sua ala mais radical ou se preferir; liberal, chamada de: Teologia da Libertação, a cada dia ganha mais espaço na igreja e entre os fiéis. Pausa para um momento de reflexão. Amém!!!! 

17

de
março

Os altos e baixos do mundo da bola!

 

A vida é cheia de altos e baixos, a vida de um jogador de futebol é pior ainda, pois quando não encanta mais já era. Ronaldinho Gaúcho é um grande exemplo disso, antes aclamado, chamado de rei, uma celebridade até mais popular que o rei espanhol. Isso é passado. Hoje ele sofre com as críticas da imprensa, torcedores pelo seu mal rendimento em campo, deixou de fazer mágicas, malabarismos que encantaram o mundo.

 

O futebol espanhol por conta da grande constelação de estrelas, virou uma vitrine e tornou-se o campeonato o mais popular do mundo, um verdadeiro mercado da bola. Essa era também está acabando, por conta da debandada estelar que migra para outros lugares. A saída de Ronaldo (fenômeno), Julio Batista, Beckham, Figo, talvez Robinho e quem diria até Ronaldinho Gaúcho que até se tornou cidadão espanhol. Há esse mundo da bola…

 

A nova vitrine da Europa é o campeonato italiano, que desbancou o inglês. Com a vinda de inúmeros craques e uma nova restruturação depois da mais grave crise de sua história, agora os dirigentes italianos tentam amenizar contratando os melhores jogadores do mundo. 

 

A moda agora é trocar as touradas espanholas por programas digamos…gastronômicos como: pizzaria, macarronada….ô mundo difícil esse da bola.

 

 

 

16

de
novembro

O preço do Descaso!!!!!

 

            Como de costume é preciso acontecer uma tragédia para que se perceba o serviço disponibilizado aos usuários. Neste caso foi preciso morrer 154 pessoas para percebemos a falte de estrutura e o perigo de quem necessita utilizar o serviço aéreo no país. O acidente da companhia área Gol, mostrou sucessivos erros que ocasionaram a tragédia, ficou evidente também o lado humano da questão, principalmente dos controladores de vôo, que acabam por ficar reféns da inoperância da tecnologia empregada que controla o espaço aéreo brasileiro.
           A tragédia nós mostrou a carga horária excessiva na qual é submetida os profissionais desta área, a mau remuneração, a falta de programas de reciclagem e qualificação profissional, etc. Fico imaginando antes do acidente, quantos outros foram evitados e poderiam ter acontecido… É de se pensar. Os pilotos se defendem, eles alegam que no espaço aéreo brasileiro existe ponto “negro”, isto é, locais sem monitoramento, ficando o piloto e os passageiros a própria sorte. Por tudo isso que hoje vivemos uma crise na aviação, vôos cancelados, espera nos aeroportos e coisas do gênero. Essa questão levanta um outro questionamento, a da desigualdade. O interessante é percebemos que vivemos em dois “Brasis” e cada vez mais isso é evidente. A cobertura dos meios de comunicação sobre a crise dos aeroportos é mostrada a toda hora e em todo lugar. O serviço aéreo no Brasil é um dos mais caros do mundo por conta disso as classes que se utilizam desse serviço se restringem às “classes A e B”. A mesma “cobertura” não é dispensada com relação as filas dos aposentados do INSS, e das pessoas que se utilizam o SUS, infelizmente a mídia não dispensa a mesma quantidade de páginas ou minutos em seus espaços para esse tipo de cobertura. Isto é Brasil…..

10

de
setembro

Brasil, o país do volei!

Olá amigos, quem diria o Brasil, o país do vôlei, isso mesmo não estou ficando maluco, o Brasil já não é mais o país do futebol, passou a ser reduto do vôlei. A seleção de Bernardinho (masculino) e a do Zé Roberto (feminina) conquistaram o hexa campeonato mundial. Enquanto no futebol somos penta no vôlei somos hexa. O futebol produto da mídia que o tornou o esporte da massa, ao contrario do vôlei que é tachado como esporte da elite, de  praticantes com  um padrão social mais elevado. Pois é esse esporte restrito a classes mais favorecidas deixou o esporte mais popular do país em segundo plano, viva o vôlei, o Brasil é o país do vôlei que me perdoem as massas….

4

de
setembro

Os dois lados da moeda!

 

Olá, amigos

   Desta vez resolvir inovar desde quando resolvir criar esse blog. Prometir comentar os mais variados assuntos, porém me limitei e caí no costume de só tratar de política. Hoje o assunto é futebol.

   Ao assistir o jogo de ontem (03/09/2006) entre Brasil x Argentina o segundo jogo da era Dunga, que diga-se de passagem deu uma nova roupagem a seleção canarinha. Dunga mostrou pelo menos personalidade ao marcar logo no segundo jogo sobre o seu comando um confronto contra os hermanos Argentinos muito diferente da era Parreira que jogava contra time de segunda divisão em época preparatoria para a copa.

 Sem dúvida a seleção melhorou muito se formos compara-la com aquele fiasco da copa, o primeiro tempo  foi quase perfeito. Não sei dizer se esse futebol apresentado é fruto da capacidade tecnica de Dunga ou é o processo de descapitalização da seleção, eu prefiro a segunda possibilidade acho a mais provável. Com tantos cifrões que a seleção carregava que era de se esperar que futebol acaba-se  ficando em segundo plano. A que saudade dos tempos de Garrincha, tostão, rivelino, pelé……

18

de
julho

A triste realidade !!!!!

                                                  

Ao ler sobre o caso Richlhofen, e acompanhar o começo do julgamento, observei que como de praxe nesses casos á muita contradição. Os Cravinhos tentam jogar a responsabilidade para a Suzane e vice-e-versa. Nisso tudo o que me chama mais a atenção e pelo fato de só agora aparecerem fatos sobre a idoneidade do casal assassinato. Denuncias estas que os acusam desde estupro, alcoolismo, relações homossexuais, etc. Bom, relatei tudo isso até agora pelo fato de mostrar que essa tragédia familiar é apenas um retrato das milhares de famílias que existem por ai. Do pai, alcoólatra, que bate na esposa e tenta molestar a própria filha, do filho que se envolve por influencias nas drogas e do banditismo, tudo isso relacionado à falta de amor entre o próximo, etc.
Essa realidade é muito triste e muito difícil de ser reverter, pois são inúmeros fatores que propiciam essas lamentáveis situações, os valores familiares, sociais como um todo, precisam ser revisados urgentemente. Vivemos em um dia-a-dia louco sem tempo para nós mesmos, como e que vamos interceder pelos outros. O trabalho nós ocupa praticamente o dia todo, chegamos em casa, só para dormir e já estamos de pé de novo. Nossos filhos vão crescendo longe do contato diário com os seus pais, deixamos que outras pessoas tomem conta deles, deixamos de conhecê-los, quando começamos a ter mais contato com eles, já é tarde o mundo já os possui.Tudo isso porque? Porque temos que atender um estilo de vida que foi colocado para nós, um estilo de vida que presa pelo individualismo, pelo status, por um lugar na sociedade. Você já se perguntou quantas vezes se você é feliz, se lhe falta algo, se o que você faz é correto. E assim vamos vivendo…
Escrevi esse texto no intuito de extravasar e de certa forma alerta a todos.

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